sexta-feira, 23 de março de 2012

Carta de repúdio do segmento audiovisual do Amapá ao ex-presidente do Conselho de Cultura do Estado


Carta do segmento audiovisual amapaense
em repúdio ao senhor João Porfírio Freitas Cardoso

O audiovisual amapaense vive um momento de considerável expansão e aprimoramento de seu tripé formação, produção e distribuição. O nível de organização e de participação dos agentes culturais do segmento e sua consequente presença mais efetiva nos espaços de debate da cultura amapaense também tem se ampliado. Esses avanços se refletem em uma interação mais ampla com os demais segmentos culturais e o estabelecimento de canais de diálogo com o poder público.

Contrariando esse momento de amadurecimento que o segmento vem construindo em nosso estado, o ex-presidente do Conselho de Cultura do Estado do Amapá (CONSEC-AP) João Porfírio Freitas Cardoso fez a seguinte declaração, em reunião do segmento Afrodescendente e Culturas Populares realizada no dia 27/02/0212 nas dependências do referido órgão:

“O audiovisual reivindica cadeira [no conselho de cultura do Estado do Amapá]? Reivindica. Mas não tem legitimidade de reivindicar, por que não fez por onde, não foi atrás de produção. Criaram um bocado de cineclube aí, pegaram um monte de filme de fora e saíram passando por aí...mas não tem produção” (Transcrição feita a partir do áudio gravado da referida reunião e disponibilizado pelo CONSEC-AP)

A declaração é curta, mas traz consigo erros graves e demonstram um drástico desconhecimento de causa por parte de seu autor a respeito das características do audiovisual. Apesar de não ser perceptível na declaração transcrita, ela foi feita em uma sala chamada “Plenária Antônio Munhoz”. O professor Antônio Munhoz foi um dos fundadores do primeiro cineclube do qual se tem notícias no estado do Amapá, o cineclube Humberto Mauro, na década de 1970, mostrando que há muito as práticas audiovisuais estão presentes na história do estado que, a época, ainda era Território Federal.

Além desse deslize histórico, a fala é rasa por ignorar vários outros avanços, esses bem mais atuais, que vem fazendo parte da rotina do audiovisual no estado. Abaixo traçamos um breve panorama desses progressos:

Desde 2004, o Amapá vem se inserindo de maneira contundente nas esferas de reflexão, debate e produção do audiovisual nacional. Um marco nesse processo foi a fundação da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas trazendo ao estado a única entidade do audiovisual brasileiro presente em todas as unidades federação, possibilitando assim, que o edital federal do DocTV pudesse ser acessível ao realizador independente do Amapá. A entidade é ainda filiada ao Congresso Brasileiro de Cinema e ao Conselho Nacional de Cineclubes.

Os agentes do audiovisual amapaense realizam também, desde 2004 o FIM – Festival Imagem-Movimento, esse evento que, junto com o Festival Internacional de Cinema de Manaus, são os dois festivais mais antigos da região norte, garantindo ao estado do Amapá a presença no Guia Brasileiro de Festivais de Cinema e Vídeo. Este mesmo evento recebeu, em 2010, certificação com o selo Cultura Viva, concedido pelo Ministério da Cultura, como uma das 120 melhores iniciativas de comunicação e cultura de todo o país.

O ano de 2011 representa um momento histórico para o segmento no estado. Em seu transcorrer, os cineclubes se expandiram, ao mesmo tempo em que os realizadores independentes diversificaram quantitativa e qualitativamente sua produção. Em uma análise rápida podemos mapear pelo menos 11 cineclubes em atividade e mais de 20 filmes realizados em 2011. Outro passo importante, dado ano passado, foi a realização do 1º Seminário Amapaense de Audiovisual, evento estruturante do segmento que reuniu sociedade civil organizada, indígenas, organizações formais e informais da área, poderes públicos, Ministério da Cultura (SAV – Secretaria do Audiovisual), cineclubes, TVs escolas, representantes de locadoras de filmes e TVs abertas. O evento construiu um amplo lastro para que o segmento pudesse qualificar seus agentes, pontuando metas para a profissionalização e expansão do audiovisual no estado pautada em três esferas de atuação: formação, produção e distribuição. Nesse sentido, tentar desqualificar a prática cineclubista fez o ex-presidente do Conselho de Cultura do estado incorrer em dois erros graves:

1) Desmerecer a prática cineclubista é ignorar sua função transformadora da sociedade que busca a construção de uma autonomia dos sujeitos sociais e a implementação da cidadania cultural e da democratização da comunicação, notadamente em um estado como o Amapá, que conta com 16 municípios, sendo que apenas dois deles possuem salas de cinema.

2) Limita o conceito de audiovisual a apenas uma de suas linhas de atuação que é a exibição (distribuição/veiculação), negligenciando a formação e a produção, áreas em franca expansão no estado;

A produção amapaense vem circulando inclusive em canais educativos de referência na radiodifusão profissional brasileira como a TV Cultura, o Sistema S e TV Brasil, os filmes veiculados nesses canais foram realizados com recursos federais conquistados via editais Doc TV e Etnodoc resultando em 3 filmes realizados pelo primeiro e dois pelo segundo.

Apesar da sabida velocidade/estabilidade da conexão de internet no Amapá, os agentes do audiovisual local chegam a possuir contas em sites de hospedagem com mais de 50 vídeos postados, ultrapassando a cifra de 10.000 acessos computados.

Dando um passo a mais na direção de socializar informações que possam qualificar a próxima fala sobre audiovisual do ex-presidente do Conselho de Cultura, disponibilizamos, ao fim deste documento, uma lista dos trabalhos independentes realizados no Amapá no ano de 2011, acompanhados da indicação de seus respectivos diretores e dos cineclubes em atividade. A média de produção do segmento é de mais de quase dois filmes por mês, se tomarmos como base o ano passado.

É inegável o nível de organização dos agentes do segmento que vem construindo parcerias duradouras e formais com instituições de grande relevância no estado como o SESC-AP, que atua pioneiramente na cena audiovisual estruturando ações de formação, produção e difusão de audiovisuais, bem como com a Universidade Federal do Amapá, através do projeto de extensão Univercinema, que aglutina ações como o Pró-Estudante Cinegrafia, A escola vai ao cinema e projetos de produção de vídeos que se desenvolvem fora da capital em parceria com o CPPTA – Curso de Pedagogia de Projetos em Temas Ambientais.

Nossas salas cineclubistas estão abertas ao público gratuitamente em vários pontos da capital além de um ponto cineclubista em Porto Grande e outro em Serra do Navio. Realizamos ações com resultados concretos (filmes) em mais da metade dos municípios que formam nosso estado através de oficinas de realização audiovisual gratuitas, ofertadas em centros comunitários e escolas. Temos uma agente do segmento selecionada, há um ano e meio, para o curso de Altos Estudos Cinematográficos na Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba, uma das instituições mais respeitadas no ensino do Cinema na América Latina.

É possível dizer que um segmento com esse panorama não tem legitimidade?

Gostaríamos de concluir este documento, afirmando o respeito do audiovisual para com os demais segmentos culturais, tenham eles ou não cadeira efetiva ou suplente no Conselho de Cultura. Temos consciência que uma palavra chave para entender a cultura é “diversidade”. Não se hierarquiza cultura, não se hierarquiza segmentos culturais e o audiovisual, por sua própria constituição, compreende e defende isso: nossos filmes precisam dos músicos e cantores daqui, precisamos da cenografia das artes visuais, precisamos dos inspirados textos dos escritores amapaenses, precisamos dos atores do nosso teatro. E, por fim, colocamos nossas ferramentas a disposição de todos os segmentos que se interessem por documentar um pouco de sua história no estado, para que incorreções como essas, que motivaram esse texto, deixem de ser proferidas sobre qualquer um dos segmentos que constroem diariamente a nossas referências culturais. Saudações audiovisuais a todos!

Macapá, 22 de março de 2012

Assinam esta carta:

Entidades Nacionais:
- CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
- CBC – Congresso Brasileiro de Cinema

Entidades do audiovisual Amapaense:
- Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Amapá
- Liga Amapaense de Cineclubes

Festivais:
- Festival Imagem-Movimento – FIM, AP
- Festival Santa Maria Vídeo e Cinema - SMVC, RS
- Mostra do Filme Livre - RJ/SP/DF
- Festival Ratoeira/RJ

Coletivos:
- Coletivo Palafita
- Fotógrafos Anônimos

Cineclubes amapaenses:
- Univercinema - UNIFAP
- Cine Paraíso
- Cine Periferia
- Cine Poraque
- Cine Zoom na Norte
- Pium Filmes
- Clube de Cinema
- Cinemando na Amazônia

Cineclubes de outros estados:
- Cineclube Nangetu - Belém/PA
- Cineclube da Irmandade - Ananindeua/PA
- Cineclube SMVC - RS
- Cineclube Lanterninha - Aurélio - RS
- Cineclube Beco do Rato - RJ

Redes:
- Rede de Cineclubes de Terreiros da Zona Metropolitana de Belém -PA
- Projeto Azuelar/Ponto de Mídia Livre - Belém/PA

Agentes Individuais:
- Arthur Leandro/ Diretor Regional Norte do CNC e Coordenador do GT de Comunidades Tradicionais da Federação Paraense de Cineclubes;
- André Sandino/Coordenador do Cineclube Beco do Rato /Diretor de acervo da Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro -Ascine-RJ;
- Alexandre Brito/ realizador independente do Amapá/ FIM;
- Augusto (Tuto) Pessoa-Lobo/ Conselheiro de Cultura [Audiovisual] do Estado do Amapá;
- Ana Vidigal - ABDeC/AP;
- Otto Ramos / Vice Presidente do Consec, Membro do Colegiado Setorial de Musica do CNPC/Minc, Circuito Fora do Eixo, Partido da Cultura;
- Carla Antunes/ Clube de Cinema/ FIM
- Lucila Malcher/ Professora, Pedagoga, Especialista em Tecnologia Educacional e Gestão do Trabalho Pedagógico;
- Socorro da Silva/ TV Escola Amapá;

Audiovisuais produzidos em 2011:
01 - Açucena;
Diretor: André Araújo
02 - Vale à pena?
Diretor: Lucas Penafort
03 - Última Sessão;
Diretor: Jamile Gurjão
04 - Entre Margens;
Diretores: Odivar Filho e Liliane Oliveira
05 - Memória fotográfica;
Diretora: Mary Paes
06 - Cantando na chuva;
Direção: Emília Garçon
07 - RDS Iratapuru;
Direção: Gavin Andrews
08 - Amapá: vestígios de uma guerra perdida;
Direção: Wilza Souza
09 – Vloger Fora de rota;
Diretores: Helder Ramon e Paulo Rafael
10 - Sem sinal;
Diretor: Alexandre Magnus
11 – Situação de risco
Diretor: Alexandre Magnus
12 - Doido;
Diretor: Aluízio Guimarães
13 - Canto da sereia;
Diretor: Graciliano Galdino
14 - Programa de tv Interferência
Diretor: Darlan Costa
15 - Só termina quando bacaba
Direção: Coletiva
16 – Palafita Web TV
Direção: Coletiva
17 – Deu a louca no boto cor de rosa
Direção: Aog Rocha
18 – A rosa
Direção: Dominique Allan
19 - Documentário Festival Quebramar -IV Edição
Direção: Palafita Comunicação
20 - As escravas da Mãe de Deus
Direção: Decleoma Pereira
21 - Mistério Serrano
Serra do Navio
Direção: Coletiva

terça-feira, 20 de março de 2012

Agentes Audiovisuais no Conselho de Cultura

 Blog do Conselho: www.culturamapaense.blogspot.com 



O Processo eleitoral para a escolha do representante do Segmento Audiovisual no Conselho de Cultura foi iniciado, para tanto aqueles interessados em votar devem se cadastrar, demonstrando ser um agente audiovisual em qualquer etapa, levar um documento em que conste a participação. Tal como Certificados, Filmes, Cartazes...

Os interessados em participar do pleito como eleitores também devem realizar cadastro prévio junto à comissão eleitoral de acordo com o calendário abaixo:

  
CALENDÁRIO ELEITORAL DO SEGMENTO AUDIOVISUAL PARA o CONSELHO DE ESTADUAL DE CULTURA DO AMAPÁ


Data
Atividade
Hora/Local*

09.03

Aprovação do regimento eleitoral

19h – Conselho de Cultura do Estado do Amapá
15 e 16.03
Inscrições de candidatos
Das 9 às 12h e de 15 às 18h – Conselho de Cultura – Secretaria Administrativa
12 a 26.03
Cadastro de eleitores
Das 14 e às 18 horas - Conselho de Cultura – Secretaria Administrativa
20.03
Divulgação dos nomes dos candidatos homologados

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Até 22.03


Interposição de recursos às candidaturas homologadas


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Até 26.03

Período de propaganda eleitoral

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28.03

Votação

10 às 21 horas - sede do Conselho de Cultura do Estado do Amapá

28.03

Apuração, divulgação do resultado

A partir das 21h - sede do Conselho de Cultura do Estado do Amapá
* O Conselho Estadual de Cultura do Amapá fica localizado na Av. Cora de Carvalho, n. 74, Santa Rita. Fone: (96) 32121110.

A comissão eleitoral do segmento é composta pelos seguintes nomes: Alexandre Brito Pereira, Rodrigo Santos de Souza, Rosenilda Sandra Fernandes da Rocha eLuan de Souza Macedo.

É importante que todos os agentes do segmento audiovisual possam participar desse processo pois ele é fundamental no debate e no amadurecimento de políticas públicas voltadas para o setor.

terça-feira, 13 de março de 2012

Brasil Maior contempla setor Audiovisual



Entrevista da  Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura - SAV/MINC à NBR

domingo, 31 de julho de 2011

Velho Johnny e Beatle George mandando ver no encerramento do Seminário

Rodrigo "Aquiles" (mil e uma utilidades...)


Ontém foi um dia muito louco para a equipe organizadora do I Seminário Amapaense de Audiovisual, afinal se tratava do último dia do seminário e tudo tinha que funcionar da melhor maneira possível.

Uma das bandas convidadas para o encerramento foi a Velho Johnny, cujo vocalista, Rodrigo "Aquiles" é um dos membros mais ativos da equipe de trabalho deste Seminário.

A Velho Johnny leva um som próprio e também cover, uma mistura de hard rock com rock alternativo, e especialmente na noite de ontem, eles mandaram muito bem e fizeram a galera pirar no hall do Teatro das Bacabeiras.

A mascote do seminário pirando com a banda Beatle George!!!


Na abertura do show participação especial de Ricardo Pereira (voz), Ivan Ibarra (gaita) e Romilson (violão)

Terminou agora o belíssimo show com a Beatle George!

Ivan Ibarra, gaiteiro da banda, fala sobre a sua participação no I Seminário Amapaense de Audiovisual:

"Foi mto legal, faz tempo que a gente não tocava juntos, então foi muto lindo! Agradecemos aos organizadores por terem lembrado de convidar a gente para o encerramento desse evento. Muito obrigado mesmo!" (Ivan)

Reunião com os representantes de TVs

Ao contrário da reunião com os parlamentares, que foi um sucesso de público, os representantes das TVs locais, aparentemente, não entenderam a proposta da reunião marcada para às 10h do dia 30 de julho com a coordenação do Seminário e o público interessado no assunto.

Com exceção das TVs Tucuju e Tarumã, ambas representadas por Darlan Costa, os representantes das demais televisões de Macapá não compareceram à reunião, embora tenham recebido convite formalizado por meio de ofício.

Mesmo assim, a reunião aconteceu. Os presentes reuniram-se em círculo para uma conversa menos formal e mais direta, e o que parecia uma reunião sem grandes propósitos se constituiu em um GT de TV muito interessante e produtivo.

A carta de intenções foi lida por Augusto Pessoa e Mary Paes, membros da equipe organizadora do seminário.

Logo após a leitura e as boas vindas ao público presente, o primeiro a falar foi Darlan Costa. Ele sintetizou sua trajetória como produtor independente de audiovisual em Macapá, e sua experiência dentro do grupo Beija Flor, especificamente, no canal de TV Tucuju. Também esclareceu ao grupo, as diferenças de autonomia de cada TV, sobre a inserção de produtos locais em suas programações.

Há diferenças nas modalidades de TVs, que podem ser repetidoras ou geradoras. As TVs Tucuju/Tarumã, segundo a fala do representante, além de repetidora (transmite produção da matriz) é também geradora, isto é, tem autonomia pra vender ou ceder espaços na sua grade, conforme decisão de seus diretores. Costa ressalta, no entanto, a necessidade de apresentação ao grupo responsável pela TV, de um projeto consistente e objetivo da proposta solicitada.

A discussão contou com idéias e críticas dos presentes, sendo que algumas idéias se transformaram em propostas e farão parte de um documento que será entregue aos responsáveis pelas TVs locais.

Na carta de intenções constam propostas para viabilizar o crescimento e a qualidade das produções do audiovisual amapaense, e a possibilidade de inserção desses produtos na grade de programação das TVs da capital Macapá e demais municípios.

A equipe do I Seminário Amapaense de Audiovisual agradece àqueles que honraram o seu compromisso e compareceram à reunião de TV, por outro lado, sente muito por aqueles que deixaram de contribuir com idéias e críticas para a construção da identidade amapaense do segmento audiovisual.

Importante ressaltar que a carta de intenções traz em seu conteúdo, algumas propostas já discutidas entre o grupo e será publicada na aba “Documentos” deste blog.

(a reunião foi transmitida ao vivo pela internet).

sábado, 30 de julho de 2011

Final da Oficina de Introdução ao Documentário

A Oficina de Introdução ao Documentário que iniciou no domingo (24), finalizou hoje (30), com a exibição dos mini-doc's, resultado do curso.

Segundo Cassandra Oliveira, a exibição de hoje não é o produto final, pois não houve tempo suficiente para que a edição de todos os 17 vídeos fosse relizada a contento. “A ideia é que os alunos pontuem hoje aquilo que pode ser melhorado, e essas mudanças serão feitas durante a semana com a exibição finalizada dos vídeos no Clube de Cinema do próximo sábado (06/08)".

Cassandra completa dizendo que o tema dos mini-documentários que cada aluno produziu são sobre histórias e relatos do entorno do Teatro das Bacabeiras.

Um dos principais objetivos da oficina era dar a ideia aos alunos de que eles podem produzir: “É possível estruturar ideias, organizá-las e transformá-las, e este objetivo foi alcançado durante o curso, prova disso é a qualidade do conteúdo dos produtos exibido hoje”.Finaliza Cassandra.

Antes das exibições, o espaço foi aberto para os depoimentos dos participantes e suas opiniões sobre a oficina.

Foi o curso mais organizado que eu já participei! Foi bom demais!!! (Daniel Nec)

Gavin Andrews recebe elogio dos grupos: “apesar de ter uma experiência profissional, ele não interferiu nas ideias do grupo, mas auxiliou em tudo que foi solicitado” diz um dos participantes.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

5 X FAVELA-Agora por nós mesmos (Longa-metragem) – Sessão do dia 30/07/2011


A diretora Manaíra Carneiro do longa-metragem 5 X FAVELA-AGORA POR NÓS MESMOS é presença confirmada na noite de encerramento das exibições de filmes cujos diretores conversam com o público, em 30/07/2011,às 19h30, no Teatro das Bacabeiras. Essa diretora carioca e seu filme fecham a Mostra de cinema e vídeo do I Seminário Amapaense de Audiovisual.


“O longa-metragem 5 X Favela – Agora por nós mesmos são cinco episódios, dois deles dirigidos a quatro mãos, em projeto capitaneado por Cacá Diegues, que dirigiu um segmento do Cinco Vezes Favela original, de 1961. O subtítulo explicita a proposta atual: dar a jovens cineastas das comunidades carentes do Rio de Janeiro a oportunidade de fazer cinema. A maioria das histórias, sensatamente, foge dos clichês — não há o glamour do mundo do crime na linha de "Cidade de Deus" nem o humor sarcástico de "Tropa de Elite". Trata-se de uma comédia dramática de costumes que espelha, como poucas fitas recentes, a cara do povo brasileiro. "Fonte de Renda" mostra a difícil jornada de um favelado (papel de Silvio Guindane) rumo à faculdade de direito. "Arroz com Feijão" retrata a saga de dois garotos (Juan Paiva e Pablo Vinicius) para comprar um frango. A trajetória de três amigos — um policial, um traficante e uma instrumentista — estão no violento "Concerto para Violino". Uma pipa será o pomo de discórdia no Complexo da Maré em "Deixa Voar". O ponto mais alto ficou para o fim: "Acende a Luz" enfoca, com singeleza e sagacidade, o drama de um morro às escuras no dia de Natal. Merecidamente, o longa faturou sete prêmios no último Festival de Paulínia, incluindo os de melhor filme e melhor roteiro. Estreou em 27/08/2010.”


FICHA TÉCNICA

Título original: 5x Favela - Agora por Nós Mesmos
Gênero: Drama
Duração: 1 hr 43 min
Ano de lançamento: 2010
Site oficial: http://www.5xfavela.com.br
Estúdio: Luz Mágica Produções / Globo Filmes / Videofilmes / Quanta / TeleImage
Distribuidora: Sony Pictures Entertainment / RioFilme
Direção: Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro
Roteiro: Rafael Dragaud (coordenação), José Antônio Silva, Vilson Almeida de Oliveira, Rodrigo Cardozo, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra
Produção: Cacá Diegues e Renata Almeida Magalhães
Música: Guto Graça Mello
Fotografia: Alexandre Ramos
Direção de arte: Pedro Paulo de Souza e Rafael Cabeça
Figurino: Inês Salgado
Edição: Quito Ribeiro


SOBRE A DIRETORA


Manaíra Carneiro é uma jovem diretora, moradora de Higienópolis. Conheceu o cinema aos 16 anos quando começou a frequentar oficinas de audiovisual, tendo sua primeira experiência com cinema em curso do Cinemaneiro, realizado em sua comunidade, em 2002.Terminou a Escola Técnica de Audiovisual e dirigiu o curta-metragem Café Sem Chantilly, com o grupo Cinemaneiro. Atualmente, Manaíra Carneiro é graduanda em Estudos de Mídia na Universidade Federal Fluminense (UFF) e estuda roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro.É integrante da OSCIP Cidadela – Arte, cultura e Cidadania. Manaíra Carneiro dirigiu o episódio Fonte de Renda, que integra o filme 5x Favela – Agora por nós mesmos.

Serra do Navio marca presença no pré-FAAL


Washington Queiroz, coordenador do cineclube do município de Serra do Navio está participando do I Seminário Amapaense de Audiovisual.

Queiroz trabalha com cinema há mais de 10 anos e fala que a importância do pré-FAAL para o cineclube de Serra do Navio é poder participar da construção desse momento histórico para o Amapá. " O cinema amapaense começa a ter corpo baseado em estruturas, dinâmicas, competência e acima de tudo, realizações". Finaliza dizendo que "o pré-FAAL está se constituíndo uma escola para todos que acreditam no cinema amapense".

Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina presentes no Seminário

A assessora do Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina, Ângela Rangel, do Instituto de pesquisa e Formação Índígena (Iepé), esteve acompanhando alguns membros Wajãpi na reunião com os parlamentares. A presença dessas pessoas enriquece e privilegia este seminário.

MATINTA (Curta-metragem – PA) – Sessão do dia 29/07/2011


“O curta-metragem Matinta é o filme de sexta (29/07/2011), penúltima noite de exibições do I Seminário Amapaense de Audiovisual. O Diretor Fernando Segtowick estará presente e, após o encerramento da projeção, falará sobre o filme.

O curta-metragem paraense Matinta, do cineasta Fernando Segtowick, foi selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens 35 milímetros da Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2010. Neste festival, o filme conquistou os prêmios de Melhor atriz (Dira Paes) e Melhor som (Evandro Lima, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Paulo Furnari).

Matinta, inspirado na lenda amazônica da matinta perera, na versão de Segtowick e do co-roteirista Adriano Barroso, que também atua no filme, ganha traços mais humanos: aparece entremeada a um triângulo amoroso que se passa em uma vila de pescadores. Em uma das pontas do triângulo amoroso está Valquíria, vivida por Dira Paes. Em outra ponta está Felício, vivido por Adriano Barroso, que no filme é casado com Antônia e luta para resistir às investidas de Valquíria.

Ao todo foram mais de 60 profissionais do Pará, Rio de Janeiro e São Paulo envolvidos na produção do filme que teve como locação a pequena comunidade de Caruaru, na ilha de Mosqueiro. O Curta é todo rodado em película.”



FICHA TÉCNICA

Título Original: Matinta

Gênero:

Curta, Fantasia, Mistério, Nacional

Direção:

Fernando Segtowick

Elenco:

Dira Paes

Adriano Barroso

Astrea Lucena

Nani Tavares

Andrea Rezende

Marina de Paula

País de Origem:Brasil

Estreia no Brasil: 2010

Estreia Mundial: 2011

Duração: 20 minutos

SOBRE O DIRETOR

Fernando Segtowick

Paraense, 36 anos, roteirista e diretor. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Pará. Estudou cinema na New York Film Academy nos Estados Unidos e dirigiu vários comerciais, vídeos institucionais e documentários. Seu primeiro curta DIAS (2000) foi o vencedor do prêmio estímulo da Prefeitura de Belém. Em 2004 lançou DEZEMBRO vencedor do prêmio do Ministério da Cultura. Em 2005 realizou o documentário IMAGENS CRUZADAS financiado pela bolsa de criação artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Seu trabalho já foi exibido em vários estados brasileiros e também no exterior. Em 2008, lançou o documentário “Jovens, Tefé, AM” sobre os jovens da cidade de Tefé e da reserva Mamirauá, ambas no Estado do Amazonas. No momento, está lançando o curta “MATINTA”, premiado no último edital de curtametragem do Ministério da Cultura, em 2010.